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Brené Brown está na Netflix, nas estantes dos livros mais vendidos e na série de palestras pop TED Talks. A pesquisadora da Universidade de Houston, nos EUA, estudiosa de temas como vulnerabilidade, coragem e empatia, conquistou os fãs de autoajuda ao falar sobre a coragem de se manter aberto para cometer enganos e afirmar que está tudo bem se você não for perfeito.

 

Brené ficou famosa em 2011, quando o vídeo de seu TED Talk sobre vulnerabilidade viralizou e se tornou um dos cinco mais vistos da plataforma, com mais de 38 milhões de visualizações. A pesquisadora tem, ainda, cinco best-sellers publicados. O mais recente, “A Coragem de Liderar” (2018), está há 30 semanas na lista de livros mais vendidos do jornal The New York Times. E, em abril deste ano, entrou na Netflix o especial de uma hora “Brené Brown: The Call to Courage”.

 

Abaixo, listamos 3 razões para falarmos (cada vez mais) sobre ela:

 

1. Sem medo de errar

Segundo Brené Brown, o mundo corporativo exige que as mulheres sejam perfeitas, trabalhem duas vezes mais e não cometam erros. “Isso nos mantém para trás porque a inovação vem do erro. Se temos que ser perfeitas, a gente não consegue inovar”, diz em entrevista para o site Universa.

 

“Quando olho para trás, eu percebo que o meu pior erro foi tentar ser uma pessoa que eu não sou. Toda vez que eu tentei ser o que as pessoas queriam que eu fosse, eu cometi um erro”.

 

2. Sem medo de chorar

“Se você está vendo o que está acontecendo no mundo hoje em dia e não chora em algum momento, não está prestando atenção”, diz Brené, que afirma chorar muito. “Às vezes, eu choro quando estou muito brava. Eu sempre digo: ‘Essas lágrimas são de raiva e frustração, você pode me subestimar se quiser, mas eu recomendo que você ouça o que estou dizendo’. Não peço desculpas por ser assim”.

 

Ela ainda defende a humanização no trabalho. “Inteligência artificial pode substituir muitos serviços, mas ela nunca poderá substituir a conexão humana. Se você trabalha e vive como um robô, então a inteligência artificial realmente pode tomar o seu lugar. Se você vive as suas emoções e empatia, você não será substituído”.

 

3. Sem medo de falar

Brené Brown não se cala diante de temas espinhosos, como racismo, discriminação de gênero e violência causada por armas.

 

“Há sistemas e lugares que são opressivos para mulheres, LGBTs, imigrantes, negros. Temos apenas duas alternativas: falar contra isso e tentar derrubá-los ou apoiá-los. Silêncio não é neutralidade. O silêncio apoia esses sistemas que estão consolidados”, reforça.

 

Ciclo de leitura: Brené Brown, na VRS Academy

 

Como lemos acima, vulnerabilidade é essencial para o desenvolvimento humano. A coragem de admitir falhas, medos, receios, em um mundo em que tanto se fala de fórmulas de sucesso, é para poucos. 

 

No dia 11 de novembro (segunda), a partir das 19h30, no ciclo de leitura da VRS Academy, discutiremos o livro "A coragem de ser imperfeito", de Brené Brown. 

 

Venha discutir e aprender na VRS Academy! Inscrições aqui.

 

Obs.: É altamente recomendável que os participantes leiam o livro para aproveitar melhor a aula, mas não é obrigatória a leitura ;)


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