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A VRS Academy chegou para lidar com dilemas do envelhecimento. Afinal, a passagem do tempo pode ser encarada de maneira mais amigável e saudável

 

A população brasileira está envelhecendo. De acordo com projeção do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a população na faixa etária entre 50 e 54 anos que em 2018 era formada por 12,3 milhões de brasileiros vai chegar a 15 milhões já em 2030.

 

Em 2050, a Organização Mundial de Saúde estima que a população com mais de 60 anos dobre de tamanho no mundo. No Brasil, teremos 70 milhões de idosos, quase um terço da população, enquanto número de crianças e adolescentes cairá de 32 milhões para 14 milhões.

 

Tais mudanças demográficas provocam profundas transformações sociais e interferem diretamente na execução de políticas públicas, assim, estudos sobre o tema multiplicam-se e, consequentemente, propostas e modelos para um “bom envelhecer”. 

 

Mas, afinal o que vem a ser a “boa velhice” ou o “envelhecer bem”?

Refletir sobre envelhecimento e longevidade faz parte das diretrizes dos cursos da VRS Academy, com o objetivo de estimular as discussões sobre a passagem do temposob diferentes aspectos e pontos de vista.

 

O conceito de lifelong learning traz uma nova forma de conceber o envelhecimento: como um acontecimento marcado por fatos que parecem cumprir um destino comum a todos os seres vivos, mas, ao mesmo tempo, aberto ao conhecimento de novas experiências.

 

Vamos explicar melhor...

 

Muitas das discussões sobre longevidade se pautam por saúde, qualidade de vida e gestão financeira. Mas e a parte intelectual? Preparar-se para uma vida longa é muito mais do que isso, até porque a vida passou a ser multi-estágios e não mais dividida em educação, emprego e aposentadoria.

 

Isso sugere, na prática, que as transições são constantes e cada um de nós precisa ser flexível, adquirir novos conhecimentos, explorar novas formas de pensar e ver o mundo por outra perspectiva.

 

Uma vida longa significa, portanto, estar sempre atualizado, relevante e resiliente às diferentes transições por que passamos na vida, o que requer aprendizado contínuo.

 

Curva da felicidade⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀

A percepção de felicidade e liberdade muda com o passar dos anos, concluiu a antropóloga e escritora, Mirian Goldenberg, em seu livro “Liberdade, Felicidade e Foda-se”.

 

A partir de pesquisas feitas nas últimas três décadas, Mirian reuniu depoimentos de homens e mulheres dos 18 aos 98 anos sobre o que eles fazem em seu cotidiano para serem mais felizes e, principalmente, mais livres.

 

Ela encontrou um padrão de felicidade constante: as pessoas mais felizes são as mais jovens e as mais velhas, e as menos felizes são as que estão entre 40 e 50 anos. Os resultados mostraram uma "curva da felicidade", no formato da letra U, com o seu ponto mais baixo em torno dos 45 anos. A felicidade é maior no início da vida, diminui ao longo dos anos e, depois dos 50, passa a crescer.

 

"Entre as brasileiras que tenho pesquisado, as que estão entre 40 e 50 anos são as que mais sofrem com o envelhecimento, como uma atriz de 45 anos: 'A minha maior crise foi aos 40. Entrei em pânico por estar ficando velha. Não sei se faço plástica, coloco botox, se posso usar minissaia, biquíni, cabelo comprido. É a fase do 'será que eu posso?'. Sou uma mulher invisível, uma 'nem, nem': nem jovem, nem velha'".

 

Mas tudo melhora depois dos 50 anos e a curva da felicidade começa a subir, como mostra uma médica de 62 anos:

 

"As perdas, os sofrimentos e os problemas são inevitáveis, mas aprendi a lidar com eles com mais maturidade, equilíbrio e bom humor. Dou muito valor ao meu tempo e não o desperdiço com bobagens e com pessoas que não merecem. Mais jovem, eu me preocupava com a opinião dos outros, e precisava cuidar de todo mundo. Aprendi que eu preciso cuidar em primeiro lugar de mim mesma e buscar um significado maior para a minha vida. Tenho novos projetos: estou estudando filosofia, escrevendo minhas memórias e publicando um livro de poesias".

 

Ela disse: "Não consigo compreender porque demorei tanto tempo para descobrir uma coisa tão simples: a melhor rima para felicidade é liberdade".

 

"A minha receita para uma vida feliz é muito simples: ter projetos de vida, ser eu mesma, não me comparar com outras mulheres, dizer não para tudo o que não quero na minha vida. Dar muitas risadas e, principalmente, rir de mim mesma, tem sido o meu melhor remédio".

 

 


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